domingo, 25 de julho de 2010

Em Que Você Acredita?

Você já ouviu falar em magia? Aposto que sim. Já ouviu falar em mitologia grega? Mitologia romana, nórdica ou egípcia? Eu tenho certeza. Guerras entre anjos e demônios, criaturas da noite como vampiros e lobisomens, lutas antigas por poder, criaturas fantásticas que ultrapassam o limite do que conhecemos como real, desde os elfos e hobbits, passando pelo saci pererê e a mula-sem-cabeça, até fadas e gênios da lâmpada. Pra não falar de extraterrestres, explosões cósmicas, planos de existência paralelos, universos paralelos, viagens no tempo e vida inteligente além de nossa compreensão.
Tenho certeza que você já ouviu falar de tudo isso, mas uma pergunta não quer calar: você acha que nada disso existe ou que são coisas impossíveis?
Bom, se você tem convicção de que essas coisas não existem e que são apenas historinhas inventadas por alguém que não tinha o que fazer, talvez essa história não seja o seu tipo de leitura. Nada contra. Na verdade tenho contra sim, mas não é nada pessoal.
No entanto, para os que quiserem continuar, gostaria que ponderassem sobre o assunto. Será que essas idéias foram tiradas do nada? Não me entenda mal, não estou julgando a criatividade de ninguém, muito pelo contrário. Mas começo a pensar em um universo tão grandioso quanto o nosso e o quanto somos insignificantes. Eu confesso que só sei quanto vale um ano-luz se entrar no Google agora e procurar, porque é um número tão absurdo que não costumo gravá-lo. Há quantos anos-luz está a galáxia mais próxima da Via-Láctea?
Se pararmos pra pensar, o universo é imenso, cheio de coisas novas para descobrirmos, e podem ter certeza: se alguém aqui acredita que quando morrer vai ficar debaixo da terra esperando ser comido pelos insetos, peço desculpas, mas acho algo bem triste. Como assim? Temos mais ou menos 80 anos pra descobrir um lugar com dezenas e centenas e milhares e milhões de anos-luz? Não. Eu não consigo aceitar.
Por isso, me pergunto todos os dias: o impossível existe? A grande questão é que hoje em dia, as pessoas se confortaram com o possível que lhes ensinaram. O plausível. O mundo real. O sem graça, sem sal, sem açúcar, sem vida, mundo real.
Pense sobre isso: Você gosta de passar horas e horas no trânsito, ouvindo buzinas por todos os lados, sentindo cheiro de fumaça, levantando os vidros do seu carro com medo de ser assaltado a qualquer momento? Ou prefere viajar para uma terra distante, onde você empunha uma espada, cavalga em um pégaso e luta pelo bem da humanidade? Dá pra pensar numa escolha entre as baladas caríssimas de uma metrópole com pessoas te esmagando e trombando em você ou um baile medieval com sua princesa ou príncipe encantado? Você prefere um mundo onde todos estão contentes com seus vilões e não fazem nada para impedi-los, ou quer estar em um onde você tem poder e vontade de usá-lo para derrubar os vilões e fazer a vida de todos, muito melhor?
Bom, eu tenho minhas respostas muito bem definidas.
Ninguém pensa no vácuo. E ninguém simplesmente decidiu inventar lendas e mitos. As pessoas viram, viveram e passaram suas histórias adiante, interpretando-as do seu jeito. Por isso se tornaram lendas e mitos. Porque se perderam no tempo.
Os grandes contadores de história souberam onde procurar as mais comoventes e emocionantes histórias. Seria uma falta de respeito com eles dizer que simplesmente contaram qualquer coisa pras pessoas. Eles passaram noites em claro pensando e estudando o melhor jeito de contar as histórias que hoje são consideradas “Fantasias”.
Entenda, não estou dizendo que vou pular de um prédio e tentar voar. Mas não descarto a possibilidade de que o homem pode, um dia, se conseguir se livrar de seus preconceitos com o impossível, bailar nos céus com suas próprias capacidades. Diziam que ele nunca o faria nem com ajuda de acessórios e de repente... BUM! Surge o avião. Será que não começamos a duvidar demais de nós mesmos? Ou simplesmente achamos que assim está bom demais?
A história que eu vou contar é para aqueles que acreditam em mais do que o nosso limitado campo de visão fornece. É para aqueles que sabem que nada é tirado do nada, e que tudo, à sua maneira, é possível. Para aqueles que acreditam que o mundo melhor, está dentro de nós há muito tempo, e nós é que não soubemos procurar, tão presos a jaula de possibilidades limitadas impostas pela sociedade em que estamos.
Essa história começa contando sobre as vidas de pessoas que ficaram enjauladas por muito tempo na cápsula do possível. Pessoas que vão acabar sendo obrigadas a sair de seu mundo real e confortável e entender que se não acordarem logo, pode ser tarde demais. Quem sabe o dia o mesmo não acontece conosco, não é mesmo?
Mas atenção:
Esse é o meu jeito de ver essa história. O meu favorito. Talvez, o verdadeiro tenha se perdido há muito tempo, quando alguém teve a brilhante idéia de inventar as palavras possível e impossível. De qualquer jeito, não se engane: isso é uma ficção. Como diria alguém que muito me ensinou sobre o assunto: A realidade é muito pior.