terça-feira, 16 de março de 2010

Canção do "In"Conformado

Faz-se já o decreto direto

Daquilo que é certo e não pode mudar

Mundo caótico, esse ar me é tóxico

Certezas incertas que vou abraçar

Meu lar é pequeno, meus olhos menores

Desajeitos internos me fazem melhor

Se sou diferente e ninguém me entende

Porque vou parar pra escutar o pior?

Eu sou realista, um mago ilusionista

Te faço enxergar a terra tão triste

Me arrasto veloz, ardente, sedento

Quero sangue nobre da raça de elite

Quem voa pelos céus é meu inimigo

Essa doença eu não quero ter

Sonhar desse jeito é só um castigo

Prefiro pensar no amor me envolver

Quero que as coisas permaneçam assim

Que todos se vão e me deixem em paz

Aqueles que clamam, se afastem de mim

Aqueles que gritam, não me gritem mais

Eu sei prestar atenção

Eu sei entender minha mente

Enquanto eu pratico exclusão

Você continua inocente

Esse não é meu trabalho, meu irmão

Você não é coerente

Enquanto eu choro por amor

Você quer morrer pela gente

O POETA

domingo, 14 de março de 2010

Diferente - Indiferente

-D/I-
Teus olhos me repreendem à cerca de meu mundo singular
Enquanto você não aprende, eu vou até o palco dançar
As batidas da música se encontram e eu não posso parar
Teus olhos te repreendem à cerca de seu mundo exemplar

Incomodar-se é fácil, já não existe bravura para prosseguir
Pra quem tem peito de aço, a tristeza não consegue fingir
Rodopiando entre nuvens cinzas no peito, evitando sorrir
Incomodar é difícil, quando você é triste e o mundo é feliz

O POETA

sábado, 13 de março de 2010

LAR


Entre oito paredes
Entre gritos e abraços
Entre imagens e som
Onde quebram-se os laços
Por vezes eu quero fugir
Por vezes eu quero voar
As vezes que tento sumir
São as vezes que quero voltar
E se um dia eu não puder entrar
Não vou evitar o pranto
Eu sinto saudades desde já
Do meu lar, minha família, meu canto
Na métrica do tempo, dos anos
Meu medo é da conta coerente
Os mesmos que sei que me amam
Um dia se esvaem pra sempre

O POETA