quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010


Como todo ser humano, hoje eu fui fraco. Fraco por ter ido buscar minha força maior, meu Deus em um momento em que não fui agradecer, tão menos pedir perdão: eu fui, mais uma vez, pedir. Como se não bastasse todos aqueles que têm fome e passam problemas graves todos os dias estarem lá, batendo a porta de uma força cósmica, estava lá também o meu pedido egoísta e sem importância, que eu deveria tomar vergonha na cara e ir resolver só, como todos os outros. E sabem o que é mais incrível? Deus me ouviu e me respondeu.
Eu jamais duvidei disso. Sempre soube que essa força estava comigo, onipotente, onipresente e onisciente. Eu só jamais me julguei no direito de levar meus fúteis problemas ao seu conhecimento. E hoje, sem que eu precisasse expressar meu desejo verbalmente ou mentalmente, só o fato de me lembrar que queria lhe pedir algo, Ele me respondeu.
A chuva ameaçava cair. Ora caía de leve sobre o telhado, ora cessava abruptamente. 10 minutos antes de 2010 começar, não tinha chuva, nem mesmo garoa. Só as goteiras dos telhados despejavam o resto da chuva que caíra há alguns minutos. Subi as escadas para ver a queimada de fogos. Poucas pessoas, os céus ainda pareciam secos. Quando os fogos começaram a anunciar a chegada do novo ano, eu estava lá, esperando pela contagem regressiva, sozinho no meu canto, fazendo uma de minhas preces a Deus. Minha mente trabalhava tão rápido, que não consegui expressar com clareza meus pensamentos. Mas lá dentro, em algum pedaço de minha mente, eu estava fazendo meu pedido injusto, pedindo desculpas por estar o fazendo, e agradecendo, sem jeito, por tudo o que aquele ano me proporcionara.
A contagem regressiva começou, desajustada no começo, algumas pessoas no 10, outras já no 3. Não importava mais nada, pois logo se acertaram. Quando chegaram a um 3 comum, gotas finas de chuva cortaram os céus, pingando devagar sobre as cabeças, espantando algumas garotas que desciam para casa de volta em busca de seus guarda-chuvas. Também não importava. Quando a contagem chegou ao fim, as gotas caíram mais fortes e mais juntas. A chuva. Deus em forma de chuva. Foi quando percebi que lá, no fundo da minha consciência, eu desejara que eu tivesse alguma resposta física. E tive, quando vi a chuva cair exatamente na virada do ano. Não bastasse essa resposta, a chuva cessou abruptamente 5 minutos depois. Elegante, nobre, com classe.
Quando comentei com alguém que Deus tinha me respondido, e a resposta foi cética, mas não desanimadora. Expressei minha alegria, passando vergonha e gritando a todos que quisessem ouvir: "FELIZ ANO NOVO! OBRIGADO DEUS!" Parecia um evangélico fanático se eu conto assim, mas não foi desse jeito. Nem gosto de algo tão fanático assim. Só expressei aquilo que havia sido tão significante e diferente naquele momento. E se de alguma forma, eu ainda estivesse cético, não teria mais como duvidar. Ao gritar aquelas palavras, uma rajada de vento e chuva cortou em direção contrária, molhando-me completamente. Coincidência? Mas nem se isso existisse. Eu sei que recebi a resposta da força maior para aquilo que havia pedido. E mesmo que o pedido em si não seja realizado, tamanha a sua futilidade, Deus me mostrou mais uma vez que estava ao meu lado. E eu nunca vou esquecer desse momento.
Meu Deus, aquele em que eu acredito, e que nenhuma religião pode comprovar sua existência, falou comigo hoje. Ele se provou estar presente em todos os meus momentos. E provou que me escuta, mesmo quando faço um pedido tão fútil e digno de ser ignorado. Isso me levou a pensar: tamanha é essa força. Se me escuta em meu momento mais fútil, quem dirá aqueles que não vêem outra saída à não ser procurar por Ele.
Por isso eu digo agora: nunca deixem de acreditar. Ele está aí. Nas árvores, no mar, na chuva, no rosto de uma criança, no latido de um cachorro, no choro de um bebê, no cantar de um galo, no galope de um cavalo. Bem mais próximo que de um altar, de uma imagem ou de uma possessão espiritual. Ele está do seu lado. É só procurar direito.

O POETA

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Se eu pudesse te pedir...



Eu teria milhões de coisas pra pedir nesse mundo. Que fossem carros, imensos imóveis, dinheiro para não ter de trabalhar e muito tempo para aproveitar ao máximo a minha vida. Seria hipocrisia falar, que nem por um minuto em nossas vidas, não desejamos alguma coisa desse tipo. Mas a verdade é que dá pra conseguir tudo isso. Não posso negar que todas as minhas buscas materiais costumam se concretizar com sucesso dentro dos meus limites. E posso dizer que estou muito satisfeito.
Em minhas buscas profissionais, tenho muitos sonhos, grandiosos e ousados, e tenho muita confiança em minhas capacidades para conquistá-los. Não tenho porque desistir deles, nem que coloquem pedras e mais pedras em meu caminho, por maiores que forem. Eu descobri o porque de estar aqui e acusações e limitações ridículas não vão me impedir de cumprir minhas missões e objetivos - ou ao menos fazer tudo para cumprí-los. Não tenho problemas com os meus sonhos, na verdade, gosto muito de ser um grande sonhador. Acredito que posso transformá-los em realidade todos os dias.
Não tenho porque reclamar das pessoas ao meu redor. Na verdade, tenho de agradecer aqueles que fazem e fizeram parte da minha história. Cada um dos personagens únicos que compuseram minha narrativa e continuam a compor me são muito especiais, e sem eles eu não seria a pessoa que sou hoje. Meus queridos pais, irmãos e todos os meus parentes. Meus amigos, tão perfeitamente colocados em minha estrada. Meus mentores e companheiros de trabalho. As pessoas que não gostaram de mim e aquelas que quiseram me ver mal. Tão importantes para a formação do meu caráter quanto a todos aqueles que um dia, de alguma maneira, me amaram. Por causa dessas pessoas, eu fui desafiado a superar os meus limites, e, de fato, sempre tinha sucesso. Minha vida não poderia ser tão perfeita.
E é. Minha vida é tudo aquilo que sempre quis, justamente porque ela pode se moldar de acordo com minhas novas vontades e desejos. Por isso digo que não tenho do que reclamar.
Mas as vezes, mesmo não me sentindo no direito, tenho vontade de reclamar. Me sinto mal toda vez que penso nisso, pois não é a vida ou o destino ou Deus quem tem culpa de certas coisas acontecerem do jeito que acontecem. A culpa é minha. Uma culpa inocente ignorante, mas é minha. E de todas as coisas que fiz errado e consegui consertar um dia, essa é uma que não consigo, de maneira alguma, consertar. TODAS as vezes, a mesma situação me encara e me derruba. E eu sei que é a minha culpa ignorante. Mas parece que entender essa matéria é mais difícil que entender matemática, física ou química. Eu não consigo. Não dá.
Eu queria poder encontrar, em algum lugar, a explicação por sempre tirar nota vermelha nessa matéria. Eu quero aulas de reforço, eu quero uma recuperação! Eu sei que não existe algo parecido com isso e por isso não me iludo. Mas a dor que sinto todas as vezes que isso acontece é a única que parece que nunca vai passar. Sei que não tenho o direito de reclamar, mas não posso evitar sentir. Peço desculpas por sentir uma vontade absurda de cobrar isso do universo ou de uma força maior.
Senhor. Se existisse algo que me sentisse no direito de lhe pedir, o Senhor já conhece o meu desejo. Todo o resto eu tentaria resolver sozinho.


O POETA

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A merda e o topo

Como é bom ter a quem me direcionar em momentos como esse. O meu diário de Poeta - embora muitos não saibam o porque do pseudônimo Poeta, quando nem sou um - está aqui, todos os dias, aberto para todas as minhas idéias. Não preciso medir minhas palavras, nem ter medo de passar minhas mensagens - outra palavra que parece estar proibida no mundo que consideram culto. "Mensagem? Pra que uma mensagem? É mensagem mesmo o que você fala, ou você está utilizando o termo errado?" É, realmente não sei.

Talvez eu seja bem ignorante a ponto de não saber o que autores, cineastas e artistas queiram passar. Será que querem apenas obras publicadas? Ou será que querem mostrar as mensagens que quiseram passar para determinado público? É uma discussão complexa. Afinal, procurar por mensagens naquilo que se assiste, se lê ou se vê é uma atividade para pessoas que não conhecem o mundo, são ignorantes ou incultas. Mas talvez, também uma atividade daqueles que não desistiram de mudar a porcaria de mundo em que pisam.

Não se conformar com  a realidade não é prepotência, arrogância ou tentativa de superioridade. É simplesmente acreditar que tudo pode ser melhor, ao menos ao seu redor. E é isso o que faz com que pessoas saiam do fundo do poço e vão para o topo do mundo. Praqueles que acham que já estão no topo do mundo, é fácil se conformar com a merda que está lá embaixo. Porque os outros são merda. É fácil lançar olhares fuzilantes praquilo que se considera merda. Como se tivesse medo de pisar e se sujar, ou até se contaminar.
E agora, onde está a arrogância e a prepotência? Está naqueles que buscam algo para chegar ao topo do mundo, ou naqueles que já se consideram no topo do mundo e enxergam o resto como merda?
Mais uma discussão complexa. Talvez seja mais fácil não se pronunciar diante de uma temática tão nociva.

Mas o que querem dizer, os ditos intelectuais e donos da sabedoria? O que é tão lindo, que supera a reflexão dos dias de um ser humano que sabe que está destinado a viver sem liberdade, preso ao fluxo caótico da busca pelo sucesso? O que um romance de todos os dias pode fazer para mudar a vida das pessoas, para entrar em um processo de educação, para mover o mundo? É irônico. Os homens do topo acham que, enxergam tudo como merda. Está tão bom pra eles ali em cima, longe da merda, que não querem mudar nada. Talvez falar sobre a merda e hipocritamente achá-la bela seja interessante. Mas eles não viveram ali. Posso afirmar, que eles não sabem o quanto é belo, e se realmente, o que acham tão lindo, é lindo como o dizem. Se reclamam tanto de ver a merda, porque não faz algo para mudá-la? Talvez, seja mais interessante manter as coisas como estão. Seu posto, no topo do mundo, está ali, garantido. Porque tentar mudar alguma coisa? Porque se preocupar com uma mensagem para as pessoas, quando já se tem conhecimento de tantas delas? Porque tentar buscar um processo de educação que melhore a vida daqueles que estão no que chamam de merda? Não. É muito complicado. Deixe-os sentarem em seus tronos e as bocas escancaradas, cheias de dentes, esperando a morte chegar, como diria Raul Seixas. Se queremos mudar alguma coisa, temos de sair da merda para ir atrás dessa mudança. Quanto à galera do topo... eles que continuem retratando a merda e achando bonito, e querendo estar nela.

É legal observar que não tenho nada que possa comprovar o que falei de determinadas pessoas envolvidas em uma classe ou uma tribo. É interessante falar que, apesar de tê-o aparentemente feito no texto, não tenho a intenção de generalizar o que estou dizendo. É necessário dizer, que, tudo o que disse, foi um desabafo pessoal daquilo que sinto em relação ao meu dia-a-dia. E que eu, espero mudar isso um dia, mesmo que demore muito tempo.

O POETA

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um pedido de desculpas bem egoísta.


Hoje eu pensei em fazer um telefonema - aquele telefonema. Não soaria estranho pra mim fazer esse tipo de telefonema, já que fiz tantas vezes, no passado. E as pessoas falavam: você está errado. Pare de correr atrás dos outros. Você não se dá valor. Se eu realmente prestasse atenção no que estavam falando, eles tinham até razão. Mas a teoria é muito diferente da prática. Eu não consigo ser essa pessoa. E não falo por achar que eu seja um santo. Falo por me achar egoísta em relação as pessoas que deixam as coisas quietas, como estão, sempre. Se eu tento colocar pra mim que me preocupo com os outros, a verdade é que eu só estou pensando naquilo que os outros estão pensando de mim.

Então, hoje, me dei conta de que, talvez, os problemas de uma pessoa podem ser bem maiores do que um simples atrito entre amigos - envolva-me nessa. E eu não conseguia deixar de pensar nos possíveis pensamentos de uma pessoa sobre mim. Me senti mal. Muito mal mesmo, e queria fazer aquele telefonema. Não sei se por medo da reação do destinatário, por egoísmo da minha parte da possibilidade de escutar aquilo que eu não queria ou por simples reflexão sobre a privacidade do destinatário. Realmente, eu não sei porque, mas com o celular e o telefone de casa nas mãos, não consegui ligar.

De qualquer jeito, não deixo de acreditar que exista algum atrito, seja pela minha personalidade ou por outras ou pela própria personalidade em questão. Eu só não queria que esse atrito, talvez gerado pelo meu egoísmo,  se alongasse por mais tempo. Queria poder demonstrar meu carinho de amigo e mostrar que eu estou ali, mas não consigo. Acho que já perdi essa credibilidade. E isso é uma pena, porque, de tudo o que eu consegui observar, nada fiz que me colocasse nessa posição. E agora, estou aqui, me lamentando pra mim mesmo - e possivelmente para o twitter - e não vendo saída para um problema que me incomoda muito, e que talvez, nem tanto o destinatário.

Se de alguma coisa valer, sua amizade se tornou algo muito importante pra mim, apesar de todos os tudos, e eu espero que essa mensagem chegue até você - e talvez quando chegar, eu me sinta o cara mais idiota do mundo. Eu só quero deixar claro que quando disser que estou aqui pra ser seu amigo, não estou brincando, nem copiando uma frase. Eu falo do fundo do meu coração. Não importa que outros problemas possam aparecer, eu vou continuar sendo essa pessoa. Não consigo ser outra.

O POETA

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A matemática da vida despreza uma idéia. Uma simples idéia.

Hoje é mais um dia daqueles. Um dia daqueles que tenho de vir aqui e falar algo. escrever algo, pra ser literal.
Vou tentar não usar palavrões ou termos ou nomes que remetam à qualquer coisa. Tudo o que eu quero é transmitir a carga emocional que se acumulou em um momento tão destruidor, porém nostálgico. Nostálgico mesmo. Passei uns tempos assim. Não era muito legal. Achei que ia perder todos os meus amigos na época. E na boa, quase perdi. Nessas horas eu não sei porque eles ainda andam comigo, tão menos porque eu insisto em algumas coisas. Perdi muito tempo indagando-me: "porque eu não posso falar o que penso sem ouvir uma massa colossal de vozes me reprimirem?", mas percebi que não valia a pena. Afinal, quantas vezes já não participei de uma massa dessas, reprimindo outra pessoa. O estranho nos é aterrorizante e, ao mesmo tempo fascinante. Não gostamos de ouvir nada diferente, mas queremos ser diferentes. Patético, certo? PATÉTICO. E eu sou só mais um desses patetas. E não consigo ser patético, não gosto, mas sou. E quanto menos quero ser, mais sou, certo? A matemática da vida é muito irônica, velho. Mas é real, e pior de tudo, é muito exata. Não é uma fantasia ou um sonho. É de verdade e se comprova todos os dias.

E então começa a análise. Dos sentimentos. Das sensações. Daquilo que não pode ser medido. Daquilo que não pode ser contabilizado. Alguns querem, desejam e acham belo não serem compreendidos. Outros acabam não sendo naturalmente. Enquanto os primeiros procuram por motivos para não serem compreendidos, os outros buscam respostas e tentam explicar-se para o serem. Quem está certo ou errado? Ninguém. Dois grupos patéticos, simplesmente. E talvez, dois grupos que estejam presentes em toda a raça humana.
Porque os risos incomodam tanto? Eles realmente atingem com força e embrulham o peito, e  não se sabe porque. Não deveriam ter tanto impacto. Não deveriam ter esse poder, mas eles têm. Estragam a imagem construída durante tanto tempo para não passar mais por situações assim.
Afinal, a idéia é apenas colocada em jogo ou tenta ser expressada de maneira imperativa? Teorias dizem que a primeira opção se encaixa melhor no contexto, mas são apenas teorias. Uma opinião coletiva diria que a segunda é mais apropriada, obviamente, mas isso seria simplesmente pelo fato de que essa opinião possui uma maioria contra a singela idéia colocada em jogo.
Volta-se então à discussão sobre diferenças e estranhezas. Por que aquela simples idéia é recebida aos risos e demonstrações de superioridade e auto-afirmações de normalidade? Por que uma simples idéia tem de ser recebida com desprezo e a vontade maior de se incluir no mundo da malandragem? É só uma idéia. Uma idéia que talvez, após tantas demonstrações de desprezo pode atingir oscilações e tremores imaginários. Uma idéia que termina como o rótulo de loucura e insanidade. Talvez porque seja mais fácil encará-la assim. Ou talvez porque ela realmente chega a esse ponto. A verdade é que é apenas uma idéia expressa. Não merece ser recebida assim. Não mesmo.

O POETA

domingo, 4 de outubro de 2009

NÃO FAZ SENTIDO.

Às vezes acho que vou ficar louco, motivado por todos os acontecimentos que se tornam tão reais diante de mim. Não tem jeito. Por mais que eu acredite em algo, as coisas se viram contra mim de um jeito que eu não posso mais negar. A verdade é triste e dilacerante. A minha verdade é ainda pior. É por isso que toda vez, em momentos como esse, eu tenho de parar por alguns segundos e perguntar lá dentro do meu inconsciente: POR QUÊ??? POR QUÊ??? Eu tentei, tentei mesmo, achar que as coisas estavam erradas comigo, que eu tinha defeitos suficientes para poder superá-los... e por mais que eu ainda os tenha, não acredito que eu seja tão ruim assim. Eu não sou, essa é a real. Eu não tenho nada de absurdamente errado em mim, nem pra mim, nem pro resto do mundo. O que ainda me faz ser assim? Visto como uma boa pessoa, mas não como alguém que desperte interesse? Será que eu sou isso? Esse nada? Esse monstro interior? Essa pessoa que não vale a pena?
Eu não sei, e numa boa, não acredito nisso. Estou esperando pela minha chance há muito tempo e ela não vem. Não adianta falarem que veio, porque não veio. Não adianta falarem que não procurei, que não cavei, porque eu os fiz. E agora, não sei mais. Estou literalmente perdido no nada, na maior das escuridões, no fundo do poço, num buraco negro, num grande absurdo de idéias. As pessoas me parecem mais efêmeras do que nunca, todas preocupadas com as coisas mais fúteis, mas a real é que... eu também sou uma delas. Estou aqui me lamentando por algo tão ridículo.
Fazia tempo que eu não sentia isso, porque, de certa forma, sempre achei idiota. Mas chega uma hora que eu canso. EU CANSO. Não aguento mais tomar tantos tapas e não receber NENHUM afago. TAPAS, TAPAS, TAPAS. Porque eu não posso escolher também??? Eu tenho de ser escolhido e viver com essa escolha, é isso? Não, não, não, não não não não... NÃO. Ninguém escolhe meu destino por mim. Disso eu sempre fui consciente. Mas e agora? Porque me rotulam assim? A impressão que dá é que o UNIVERSO INTEIRO me escolheu pra ser esse, e eu NÃO sou. DE JEITO NENHUM. Eu tenho meus sonhos, minhas vontades, minhas verdades. Eu quero algumas coisas, humildemente, como todo mundo quer. Será que eu não mereço??? Eu nnunca fiz nada por merecer o que tão pouco busco que aconteça??? EU MEREÇO SIM! EU SEI DISSO. E nessas horas, inútil e ridiculamente, eu sinto uma conspiração COLOSSAL contra o meu ser. Eu sinto que muitos não me querem bem. Será isso verdade? Será que estou em um lugar onde me querem apenas como o idiota que nunca vai ser ninguém? Pois é, isso eu não quero. De jeito nenhum. E assim que eu puder constatar algo do gênero, as coisas vão mudar. Ah, vão.

Afinal, se não existem finais felizes, porque isso obviamente faria toda a graça e empolgação de viver ir por água abaixo, existem desenvolvimentos felizes? Que se concretizam e se perdem? Que não fiquem para todo o sempre, perdidos?

O POETA

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

ALL I BELIEVE IS A LIE


Olá, pessoal. Sei que não converso muito com vocês de maneira direta - até mesmo porque quando me refiro a vocês, me refiro ao fantástico número de 0 pessoas que visitam meu blog - mas hoje vim aqui anunciar minha composição que em breve será gravada em mp3. All I believe is a lie retrata minha fase atual onde todas as minhas utopias estão desmoronando, como também descreve o texto ??? (qual é, não vou colocar todos os pontos de interrogação) que escrevi há alguns meses. Enfim, espero que apreciem.


Um abraço do Poeta, pros insaciáveis 0 fãs que sentem a falta de uma prosa com o autor deste blog.


Mirrors and Masks are starring at me

And I don’t know why I am feeling the way that I feel

All these questions are smashing my mind deep inside

And my heart seems cold, waiting to die

All I believe is a lie

I found out there’s nothing I know

My fantasy dreams are not right

In this sad reality world

Ostentation, Luxury, Money and Fame

are the real words to describe the master humanity’s goal

Posing as angels they’ll suck up your life

While you’ll see your children dying of cold

All I believe is a lie

The truth just murder my days

No beautiful skies anymore

Just this sad reality grey

Nothing is right and nothing is wrong

What was perfect is now in the dark

Is it possible to change the world with my feelings?

Does this worth my words?

Who will sing my song?

Who have the answers to my soul?

Am I giving up this cliché?

Or is it just too hard to accept this monster in me?

My world just turned upside down

No one can tell that I’m right

Look at the grey in these skies

All I believe is a lie

All I believe is a lie

All I believe is a lie

All that I live is a lie…


O POETA

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sweet Simplicity


Pois é.


A arrogância supera níveis incríveis quando se trata de pessoas que querem espalhar para o mundo que são humildes. Olha só aquela pessoa. Tão intelectual, tão esperta, tão superior. Mas não, ela não gosta das coisas complexas ou muito cheias de explicações. O simples é encantador, maravilhoso, merece uma atenção que ninguém nesse mundo injusto dá. Mas espera, ESPERA, PORRA!!! Isso quer dizer que aquilo que não é simples merece o desprezo e o absoluto deboche de uma pessoa??? Que humildade é essa? Onde está a simplicidade nos atos de uma pessoa que pensa assim??? Uau, como ela é superior. Seu coração é tocado por coisas que a maioria das pessoas do mundo preferem não ver. Será mesmo? Ou isso é só uma desculpa para tentar se diferenciar da sociedade, pois sua fútil e pútrida normalidade não a faz pensar diferente de nada. Essa pessoa é mais um cidadão normal e chora todos os dias porque não consegue ser diferente. Idiota. Acha que é incompreendido pelo mundo, mas na verdade, é você que não compreende se quer uma molécula que compõe seu corpo. Ao invés de fazer perguntas, aceita certas coisas e não tem a capacidade de mudar, NUNCA. Em sua cabecinha não circulam questionamentos, mas respostas inventadas baseadas em sua vontade de ser alguém com alguma distinção da realidade. Pois bem, ACORDE, FILHO (A) DA PUTA! Você é só mais um (a). E vai continuar sendo só mais um (a) até o dia em que tiver coragem de parar de aceitar a imposição de uma consciência coletiva. VOCÊ é quem vê o óbvio. VOCÊ é que entende a superfície das coisas. VOCÊ é quem não tem a coragem de expor o que pensa e passar para o real, o qual tanto lhe agrada. Se sua visão é tão bela e incompreendida, porque não compartilha? Seria porque o mundo é injusto e ignorante, ou é VOCÊ quem dota profunda arrogância, pensando que ninguém merece saber no que sua mente privilegiada tanto trabalha?


Ah... só pra constar: VAI SE FUDER.


O POETA

sexta-feira, 31 de julho de 2009

UM DIA. VOCÊ E EU.


Que saudade da porra.

Não sei se podia falar isso... se eu queria falar isso...
mas senti que tinha que falar.
Quantas vezes não olho pra trás e lembro da gente. O pior, é
que mesmo que nunca tenhamos sido um casal, eu sinto como se
tivessemos algo tão belo quanto.
Aquilo era amor. Não o amor convencional, cor-de-rosa, grudento.
Não o amor que todos tem como padrão. Não era o amor em que duas
pessoas se desejavam. Não era o amor de Platão. Era um amor sincero.
De ambas as partes. Algo acima da amizade e da paixão. Talvez algo
abaixo do que têm duas pessoas casadas, considerando que essas
duas pessoas estejam perfeitamente apaixonadas e sejam fiéis umas as
outras. Se não assim, nem os casais de hoje podem comparar seus sentimentos ao que tínhamos.
Hoje sinto dor. Sinto dor por ter me afastado. Por ter visto você
se afastar.Sinto dor por receber poucos telefonemas e também por
pouco fazê-los. Não é uma dor mortífera. Também não é superficial.
É algo que toca o meu peito e diz que não era pra ser assim. Considerando o mundo em que vivemos hoje, nos damos conta de que nosso coração não pode ter ordens prioritárias. Precisamos sobreviver. Alguns sentimentos acabam
tendo de ficar para trás... pois muitas vezes imaginamos que eles vão nos atrasar.

Alguns momentos então... me pego pensando. Pensando em você. Pensando na gente. Pensando nas cartas que trocamos, na chave que compartilhamos, nas frases deixadas nos cadernos ano após ano na escola. Nas conversas ao telefone após a meia noite, onde chorávamos, ríamos e desabafavamos. Nas vezes em que mentimos um para o outro. Nas vezes em que nos desprezamos. Nas vezes em que brigamos e trocamos ofensas. Pensando nas vezes em que sentimos a falta um do outro. Em que ligamos pedindo desculpas. Me pego pensando sobre as noites em que passamos conversando no portão de casa. As vezes em que saímos juntos, como num certo show, num cover de guns n' roses, onde nos apertamos juntos um no colo do outro dentro de um carro minúsculo. Penso na formatura, onde te pedi em casamento e vc respondeu sorrindo, onde dançamos juntos, e onde me sinto um idiota por não ter lhe arrancado um beijo.

Penso no quanto meus amigos se encheram por tanto eu falar de ti. E também no quanto eles me lembram que não o faço mais, e por isso, eu lembro desses nossos momentos, e em dias como hoje me entristeço. Por saber que algo tão belo está próximo do morto. Por saber que tudo o que eu sinto por ti... por mais vivo e queimando que ainda esteja, está tão distante.

Me entristece pensar que estamos tocando nossas vidas separadamente... quando sempre pensei que estivéssemos juntos. Parei pra olhar a camiseta
que você assinou no ultimo ano. Algo do tipo: "nossas brigas e desavenças do passado só serviram pra nos mostrar que realmente nos amamos. Eu te amo. Nunca me deixe sozinha." Isso me comove toda vez que leio. Acho
que um feixe de esperança pra que eu acredite que ainda estaremos juntos.

Não posso ser hipócrita e te dizer que não tenho fragmentos de desejos
passados entre nós. Mas quando digo estar juntos, quero me referir aquele sentimento que compartilhamos, tão verdadeiros. Tão puros. Tão infantis. Acho que preciso disso. Preciso sentir algo tão inocente.

Essa verdade ainda vive em mim. Por isso te digo hoje que tenho saudades de nós. Não de algo que não existiu, mas de nós e de tudo o que vivemos. Tenho saudade dessa verdade, e precisava te dizer isso. Precisava muito.
Precisava ser sincero e te falar o que realmente sinto. Que hoje percebo que sinto falta do que nós fomos, e que era lindo, e não do que poderia ter sido. Que hoje percebo que independente do que pudesse ter acontecido ou não, eu te amo. De verdade, sinceramente. E não importa de que jeito. Eu te amo do mesmo jeito que nós sempre nos amamos. E eu sinto a sua falta. E queria estar contigo agora, ou ao menos te ligar e saber como foi o seu dia... e saber que você vai ouvir como foi o meu.

De qualquer jeito, não sei como isso vai funcionar. Não sei nem mesmo se vou lhe enviar esse desabafo. Se algum dia você o ler, lembre de mim. Sei que temos vidas totalmente opostas pra tocar. Mas não acharia ruim encontrar contigo qualquer dia desses.

Fica o meu abraço mais sincero e o amor que um dia compartilhamos.

O POETA

sexta-feira, 22 de maio de 2009

?????????????????????????????????????


Nada é certo, nada é errado. Aquilo que era perfeito tornou-se real e obscuro. Aquilo que era belo revelou-se pútrido. Como continuar, quando tudo aquilo que você acreditou ser verdade desaba em sua frente como uma mentira, e por mais que você tente acreditar que tudo pode ser diferente, não é? Por mais que você tenha fé em mudar as coisas e em acreditar em seus sonhos, a realidade bate forte no seu peito, te dizendo que não vai sair dali e que vai ser real todo o tempo.
Decepção? Tristeza? Vontade de não prosseguir? Talvez um pouco de cada, mas nenhum deles é forte para me derrubar. Pelo menos não eram até então quando tudo é mais palpável.
Afinal, é possível mudar o mundo? É possível encarar esse triste universo e afrontá-lo, dizendo que tudo pode ser melhor, quando tantos já estão confortáveis em suas zonas?
Quando eu finalmente pensei que perguntas fossem parar de aparecer em minha mente, elas apareceram. Muitas, e com um teor mais profundo. As respostas para elas parecem estar bem mais distantes e se encontram em uma zona de tristeza, onde os sonhos são apenas sonhos e não projetos de uma possível realidade. Será isso mesmo?
Ao assim pensar, vejo-me há alguns anos atrás, onde descobri os sonhos, e descobri que eles eram possíveis. Hoje, a questão maior não é realizá-los, e sim, o porque de realizar tais sonhos. Será que vale a pena? Será que meus mestres foram felizes em persistir em seus sonhos?
Pela primeira vez em tantos anos, perguntas de valor significativo e inspiradoras tomam a minha mente outra vez. Sinto a criatividade outra vez fluindo em mim e sinto que ela me trará grandes coisas. Mas será que essas coisas vão me fazer "FELIZ"? Ou são apenas aqueles pequenos momentos que possuem esse significado tão raro. Se sim, por que as crianças tão puras e inocentes conseguem ser felizes com os mínimos significados? Será que o mundo tornou a vida triste e dura e nós  que fomos feitos para sermos perfeitos e felizes estamos desistindo desse cliché?
Perguntas, perguntas e mais perguntas, que não param de aparecer, como eu desejo há certo tempo. Me pergunto então, por que me faz tão mal perguntar sobre algo que esteve diante de mim durante tanto tempo? Me pergunto outra vez se devo persistir nos meus sonhos... se eles me levarão a resposta que quero, ou me trarão apenas mais perguntas e decepções com o mundo, que, ao olhar bem de perto, não possui nenhuma das características para ambientar qualquer utopia.
Quem? Quando? Onde? Porque?
Eu, daqui há muitos anos, trancado em um apartamento pós-apocaliptico, decepcionado com meus fracassos...?
Você, amanhã, no bar com os amigos, esquecendo dos seus problemas...?
Eles, em alguns anos, sentados em seus tronos, rindo do mundo por não entendê-lo...?
Nós, hoje, de mãos dadas em frente ao pôr do sol, cantando juntos e encontrando a tal felicidade, que no final existe, e que nunca soubemos procurar... ... ... ... ... ...

O POETA

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O que eu sinto você não vê.


Nas marcas no peito, nas chamas da alma

Minha vida se expressa no acorde de um violão

Poesia é escrita junto dos tambores

Que bumbam a bateria do meu coração

Você diz que é muito mais

Como não pode ouvir?

Notas que rasgam os céus

Vozes que tocam em mim

E quem disse que ouvir a canção

é sentir a tristeza que corre em florestas de dor

No meu peito não vive revolta ou solidão

Minha música vai além, voar então vou

Você diz que é muito mais

Como não pode ouvir?

Notas que rasgam os céus

Vozes que tocam em mim

Teus preceitos, a tua visão

Preconceitos te atiram ao chão

Suas palavras não passam de um desafio

Que erguem a chama do meu

Ser, não vou esconder

Aquilo que espanta demônios meus

Ouvir, sentir tal poder

É isso o que faço enquanto você vai sofrer

Lembre de quem você é

Verdade você não possui

Erros te ensinam viver

O que eu sinto você não vê

Teus olhos limitam teu ser.

O POETA

sexta-feira, 6 de março de 2009

FILOSOFIA

“Quando será que tudo isso realmente começou? Quando o mundo foi chamado de mundo, e o universo de universo? Quem foi que os chamou assim, e por que? Talvez, seja impossível obter todas as respostas para todas as perguntas, mesmo agora, quando tudo foi revelado... Porém, hoje nós podemos sentir a verdade fluindo em nós, como o próprio sangue que mantém nossos corpos de pé e funcionando. Mesmo que ela não esteja esclarecida em pontos teóricos, nós sabemos da verdade. Isso me faz rir todos os dias, me faz ser mais feliz do que qualquer ser humano possa ser, e me faz cada vez mais querer buscar respostas para todas as perguntas que constantemente aparecem em minha mente... E espero que elas nunca parem de aparecer...”

O POETA

domingo, 22 de fevereiro de 2009

VÁ!!!

Vale a pena sentir-se assim? Como se o céu fosse desabar sobre a Terra e o único culpado por isso sou eu mesmo?

 

Não... não vale. As vezes me pego contradizendo meus próprios dogmas, crenças e palavras e isso não é legal. Viver a cada dia com fervor, aproveitando cada pedaço dele, sem se arrepender daquilo que fez ou não. É o que eu digo, mas não o que faço. Enquanto me vejo tentando passar uma mensagem como essas ao mundo, me vejo por outro lado negando isso. Me vejo suprimindo meus sentimentos e destruindo meus paradigmas. Eu definitivamente não quero isso pra mim. Eu quero ouvir as minhas palavras... aquelas que faço com que as pessoas escutem e dêem valor a elas.

 

Eu quero viver cada momento da minha vida como se fosse o último. Aproveitar cada instante como se o céu fosse realmente desabar. Se pensarmos bem... as coisas funcionam exatamente assim. A partir do momento que você quer algo e o suprime, você perde a oportunidade que você próprio criou, e assim... o céu desaba sobre aquele momento. E você nunca mais terá aquele momento de volta. Pode ser que por sorte, você consiga recriar algo parecido com aquele momento, por isso... não deixe escapar. É a sua chance de ser único. Sua chance de provar para o mundo que você é aquilo que você quer ser. Vá!

O POETA

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

CONFESSO

Confesso que estou apaixonado.

Não posso dizer que te amo, pois seria errado.

Confesso que tenho tudo e, ao mesmo tempo, nada.

Confesso ver-te em meu futuro, ainda que distanciada.

Confesso não conseguir chorar, pois minhas lágrimas secaram.

Confesso entristecer-me, pois meus sentimentos não mudaram.

Confesso querer o seu bem, seja ele qual for.

Confesso o desejo de estar ao seu lado, mesmo que não seja amor.

Confesso que não imaginei desse jeito, que eu era mais forte que isso.

Confesso que não consigo, meu coração me guia assim

Confesso que nada é o mesmo e nem tudo é um desperdício.

Confesso não ser um segredo, quando te vejo dentro de mim.

Confesso perder a postura, desajeitar-me ao seu lado.

Confesso na cara dura,  isso não será mudado.

Confesso olhar nos seus olhos e perder-me em sua retina.

Confesso voar tão alto, que com força caio no chão.

Confesso querer te abraçar, te dar meu carinho, menina.

Confesso me bloquear para não perder-te em vão.

Confesso sonhar ao seu lado, ver meu futuro contigo.

Confesso me achar fracassado, com medo de ser punido.

Confesso me divertir. Duas ou três doses de tequila.

Confesso, você me faz sorrir. As doses iriam pra fila.

Confesso desejar a luxúria, o prazer e cada instante.

Confesso não desejar mais nada, quando vejo teu semblante.

Confesso não ter a bravura para confessar.

Confesso em palavras, a falta do que falar.

Confesso os meus sonhos, meus poemas, meu viver.

Confesso estar apaixonado, quando amor, não sei mais dizer.

Confesso querer amar, outra vez me entregar

Confesso te confessar, minha escolha revelar

Confesso suportar não lhe ter em meus braços

Confesso também, desabafar com o aço

Confesso querer te confessar, com meu mais profundo ser.

Confesso não fazer, pois tenho medo de te perder

Confesso que ainda assim, faz-me bem sua companhia

Confesso felizmente, que quero ver sua alegria

Confesso solenemente que não quero ver sua dor

Confesso finalmente, vou buscar o seu amor.

O POETA