sexta-feira, 22 de maio de 2009

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Nada é certo, nada é errado. Aquilo que era perfeito tornou-se real e obscuro. Aquilo que era belo revelou-se pútrido. Como continuar, quando tudo aquilo que você acreditou ser verdade desaba em sua frente como uma mentira, e por mais que você tente acreditar que tudo pode ser diferente, não é? Por mais que você tenha fé em mudar as coisas e em acreditar em seus sonhos, a realidade bate forte no seu peito, te dizendo que não vai sair dali e que vai ser real todo o tempo.
Decepção? Tristeza? Vontade de não prosseguir? Talvez um pouco de cada, mas nenhum deles é forte para me derrubar. Pelo menos não eram até então quando tudo é mais palpável.
Afinal, é possível mudar o mundo? É possível encarar esse triste universo e afrontá-lo, dizendo que tudo pode ser melhor, quando tantos já estão confortáveis em suas zonas?
Quando eu finalmente pensei que perguntas fossem parar de aparecer em minha mente, elas apareceram. Muitas, e com um teor mais profundo. As respostas para elas parecem estar bem mais distantes e se encontram em uma zona de tristeza, onde os sonhos são apenas sonhos e não projetos de uma possível realidade. Será isso mesmo?
Ao assim pensar, vejo-me há alguns anos atrás, onde descobri os sonhos, e descobri que eles eram possíveis. Hoje, a questão maior não é realizá-los, e sim, o porque de realizar tais sonhos. Será que vale a pena? Será que meus mestres foram felizes em persistir em seus sonhos?
Pela primeira vez em tantos anos, perguntas de valor significativo e inspiradoras tomam a minha mente outra vez. Sinto a criatividade outra vez fluindo em mim e sinto que ela me trará grandes coisas. Mas será que essas coisas vão me fazer "FELIZ"? Ou são apenas aqueles pequenos momentos que possuem esse significado tão raro. Se sim, por que as crianças tão puras e inocentes conseguem ser felizes com os mínimos significados? Será que o mundo tornou a vida triste e dura e nós  que fomos feitos para sermos perfeitos e felizes estamos desistindo desse cliché?
Perguntas, perguntas e mais perguntas, que não param de aparecer, como eu desejo há certo tempo. Me pergunto então, por que me faz tão mal perguntar sobre algo que esteve diante de mim durante tanto tempo? Me pergunto outra vez se devo persistir nos meus sonhos... se eles me levarão a resposta que quero, ou me trarão apenas mais perguntas e decepções com o mundo, que, ao olhar bem de perto, não possui nenhuma das características para ambientar qualquer utopia.
Quem? Quando? Onde? Porque?
Eu, daqui há muitos anos, trancado em um apartamento pós-apocaliptico, decepcionado com meus fracassos...?
Você, amanhã, no bar com os amigos, esquecendo dos seus problemas...?
Eles, em alguns anos, sentados em seus tronos, rindo do mundo por não entendê-lo...?
Nós, hoje, de mãos dadas em frente ao pôr do sol, cantando juntos e encontrando a tal felicidade, que no final existe, e que nunca soubemos procurar... ... ... ... ... ...

O POETA

Um comentário:

Nara Marinho disse...

Confesso que achei seu texto muito mais bem escrito do que ja tinha lido seu...
Eu sei pelo que você está passando, sei como é olhar pra trás ver uma grande familia e parecer que fomos esquecidos, que tá todo mundo seguindo em frente e a gente não.
mas eu sei também como é bom quando a gente também se encontra, quando conhece novas pessoas que fazem nossos sonhos não parecerem só sonhos e sim que podemos concretiza-los.

prometo que tudo vai melhorar e q se vc parar de se perguntar um dia sobre tudo, vc não tem mais o q fazer por aqui...

é muito difícil essa fase da nossa vida que ainda está tudo muito idealizado e nada concreto. mas as coisas vão se ajeitando.

to com vc ok?

beijos