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Battleflag in the bassinet
Oil and blood on the bayonet
Crowded downtown, hit the floor
What are we fighting for?
What are we fighting for?
The world got smaller but the bomb got bigger
Holocaust on a hairpin trigger
Ain't no game so forget the score
What are we fighting for?
What are we fighting for?
What will I tell my daughter?
What will you tell your son?
Where were all the doves?
That we were nothing but a shadow
A faceless generation devoid of love?
The crucifix ain't no baseball bat
Tell me what kind of god is that?
Ain't nothin' more godless than war
So what are we fighting for?
what are we fighting for? (...)
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Enfim, existe um porquê de estarmos aqui? Alguma razão específica de tentarmos sobreviver a dor e aos sentimentos incontroláveis que o nosso coração nos impõe? Acho que essa resposta está um pouco longe de alcançarmos de um modo coletivo, mas a verdade é que todos a temos dentro de nós mesmos, em algum lugar escondido lá dentro da alma. A verdadeira questão é: por que não ouvimos essa resposta? Sim, esta pergunta é a mais complicada. Acho que nós temos um pavor incontestável de mostrarmos a todos o que é verdadeiramente lindo, perfeito e único. Todos nós temos a capacidade de mostrar ao mundo que ele merece ser feliz, mas temos medo, por que algumas pessoas que se dizem espertas usam do egoísmo e da ganância para ter o mundo perfeito para elas mesmas. Assim, o ser humano não quer ser passado para trás: quer ser mais esperto e maior que os outros, buscando apenas por seus próprios desejos de ter e de poder. No final das contas, todos se encontram em uma gigantesca guerra: alguns lutam para sobreviver, se escondendo em todos os cantos, com medo de encarar uma possível morte sem motivos, e, ainda as vezes, essas pessoas com medo morrem mesmo querendo estar fora de todo aquele pavor. Outros avançam no campo de batalha por não terem mais nada a perder. erguem seus rifles e canhões e não se importam em quais vidas estarão tirando, nem mesmo com suas próprias: só querem ter o orgulho de não serem os bobos ou os covardes, quando tudo o que estão sendo é isso. Alguns ainda seguem as regras impostas pela guerra. Abaixam a cabeça e seguem a fila, pois acreditam que aquilo vai deixá-los viver em paz. A verdade é que além de fazerem tudo o que são mandados fazer, sofrem de medo e pavor da guerra, por que mesmo sendo obedientes, as balas perdidas jamais os perdoarão. Essas pessoas são aquelas que clamam incessantemente pela salvação, mas não sabem que só eles podem fazê-lo, e se continuarem parados e de cabeça baixa, vão sofrer pelo resto de suas vidas. Ainda ouvi dizer que algumas pessoas se contentam em estar em meio a guerra. Pessoas que acreditam não haver mais nada a fazer, então fazem contatos com os rivais da batalha para se manterem a salvo e continuarem com suas vidas, mesmo que de uma forma tão precária.
Existem outros dois povos, talvez os mais importantes de toda a guerra. Aquele povo que a iniciou. Aquele povo que se senta em tronos, que bebe sorrindo por saber que poucas pessoas no mundo podem beber de seu mesmo copo. Aquele povo que vira as costas para a guerra e sorri sabendo que ela jamais os afetará. Aquele povo que sorri em frente as câmeras e diz que tudo vai ficar bem. Aquele povo que sorri até quando a grande guerra mata milhares de inocentes em um só dia. Este povo não sabe o que é viver em conjunto, viver em família, não sabe o que é ser um só. Este povo luta por um mundo pior, em busca de alimentar o seu ego dizendo-lhe que o dele é melhor.
O outro povo é uma pequena minoria. Apesar disso, é um povo nobre, e por mais que a guerra tenha lhes tirado todo o físico e o material, este povo acredita plenamente em um mundo melhor, e está trabalhando em segredo para construí-lo. Este povo é o povo herói, que vai salvar o mundo das garras daqueles que querem transformá-lo em uma droga. Sim, este é o povo que ouviu a resposta, e que sabe o porque de realmente estar aqui. Sabe que pode superar a dor e todos os sentimentos incontroláveis de seu coração. Este povo sabe que está aqui em uma missão, e jamais irá desistir dela. Este povo, irá transformar todos os povos em um só e irá provar a todos, que essa é a maneira mais feliz de se viver.
Nós poderíamos simplesmente viver no nosso mundo... mas já o destruímos o suficiente para continuar a fazê-lo. Nós precisamos salvá-lo, precisamos curá-lo, para poder enfim vivê-lo sem ter de chorar todos os dias, sem ter medo de sair nas ruas, sem ter vergonha de desejar bom dia a qualquer um, pois todos serão um só. Acreditem, uma só ação pode trazer a cura... mas a ação precisa ser de todos nós.
O POETA
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